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Tia! Tia! Tia!

As tias têm voz. E histórias.

Desgostos inesperados

Terias quase dois anos, naquela tarde soalheira de Inverno. Brincávamos à apanhada, eu fingindo que corria e tu correndo à minha frente, as mãozitas atrás das costas.

A meio da brincadeira deu-te a fome e pegaste numa maçã que a G. tinha no cestinho à porta de casa. Enquanto trincavas deliciada uma Golden maior que as tuas mãos, passeavas pelos jardins.

Tropeçaste, caiste de rabito no ar e mãos no chão, levantaste-te e sorridente disseste:

- Não doeu.

Mas, quase ao mesmo tempo, olhaste para as tuas mãos e as lágrimas abriram-te o choro sofrido.

Quando verifiquei que não tinhas nem sequer um arranhão, perguntei o que se passava, e apontando o chão de ervas e areia onde rebolava a maçã, disseste:

- Eu que'ia mais!

 

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[acho que...]