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Tia! Tia! Tia!

As tias têm voz. E histórias.

E os olhos da sobrinha

Esta Páscoa voltámos a falar sobre olhos.

Levei-te para perto de um candeeiro, fui buscar o espelho de aumentar, e pedi-te que dissesses qual era a cor dos teus.

- Oh, oh, tia, eu sei bem que são castanhos!

- Mas olha bem para eles...

- Tia! Também têm uns risquinhos como os teus!

- Pois têm... e que mais?

- São castanhos mas são assim ... dourados?

- São castanho-mel, sobrinha, e com algumas luzes ficam castanho-mel quase dourado.

- Então também mudam de cor?

- Mudam, claro que mudam! E são sempre muito lindos e, muito mais importante que lindos, são sempre muito sinceros!

- Sinceros, tia? O que são olhos sinceros?

- São olhos que mostram como te sentes.

- Como?

- Se tu estás feliz, os teus olhos estão grandes, como se sorrissem, quando estás triste, ficam pequeninos, como se quisessem segurar as lágrimas...

- E tu sabes ver isso, tia? Como aprendeste?

- Sei eu, sabem os teus pais, os avós... aprendemos enquanto crescemos e vamos ficando mais velhos.

- Então eu também vou aprender, tia?

- Vais, pois! Já estás a aprender, ainda há bocado me disseste "não olhes assim para mim, tia, eu não ia pegar no Jacó!"

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[acho que...]