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Tia! Tia! Tia!

As tias têm voz. E histórias.

Fotógrafas de palmo e meio

No aniversário do teu Pai festejado este ano, estava adoentada e durante um pouco  sentei-me na sala de estar. Nas correrias entre o piso de cima, onde decorria a festa, e o teu quarto, onde brincavas com alguns dos teus amiguinhos, não passavas sem me vires abraçar. Resolveste até ficar comigo, numa enorme demonstração de ternura que ainda não percebes, Querida, mas que te é tão natural!

Mas eu não te queria sossegada a conversar quando te via tão animada, e porque não te consegui convencer a ires brincar, trouxe a brincadeira para a sala: jogar ao esconde-esconde. Acabei por servir de esconderijo várias vezes... e fui árbitro outras tantas. O curioso é que vieste para a sala com dois amiguinhos, o inseparável A. e o vizinho M., mas da tua grande amiga L. nem sinal... tinha ficado a tirar fotografias à festa:

- Sabes, Tia, a L. quer ser fotógrafa quando for grande. Já avariou a máquina do Pai e tudo...

- Mas não foste tu que partiste a máquina do teu Pai?

- Oh, oh, Tia! Eu parti a do meu Pai, a L. avariou a do pai dela...

18 comentários

[acho que...]