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Tia! Tia! Tia!

As tias têm voz. E histórias.

Xeque à Tia

Desde os teus dois anitos que gostas das peças de xadrez do tabuleiro grande da avó, um tabuleiro em mármore com peças de estanho a representar figuras dos Descobrimentos.

Depois de muito pedires, este ano comecei a ensinar-te a jogar. Mas não no tabuleiro que queres - nele jogaremos depois de me ganhares o primeiro jogo, está prometido!

Temos jogado no tabuleiro de viagem, que por ser magnético, pequeno e ter figuras simples se torna mais divertido.

- Tia, posso pôr o meu bicudinho aqui?

- Muito bem, Sobrinha, o bispo move-se na diagonal.

- Tia, não comes o meu perlimpimpim?

- Talvez coma o teu peão, estás a deixá-lo sem protecção, repara bem...

- Tia, estás a fazer xeque à minha rainha?

- Estou a ameaçá-la, sim. Mas só se diz "fazer xeque" ou "ficar em xeque" quando se fala do rei, querida.

- E a rainha nunca fica em xeque?

- Não, Sobrinha. O jogo acaba quando o rei não se pode mexer ou é comido. O rei é a peça mais importante, e por isso dizemos "xeque!" quando colocamos o outro rei em perigo.

- Oh, Tia, mas porquê? Se a rainha se pode mexer muito e o rei só pode dar um passinho, não devia ser a rainha a mais importante?

11 comentários

[acho que...]